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terça-feira, 3 de março de 2015

"O que te inspirou a escrever Territórios?" (Leitora Amanda Cabral)

"O que te inspirou a escrever Territórios?"


Recentemente recebi um email da leitora Amanda Cabral com a pergunta acima. Fico muito feliz em receber emails de leitores e respondo a todos com muito prazer. Esse, em particular, pedi permissão para a leitora para adicionar em um post no blog Territórios. Como ela aceitou (muito obrigado, Amanda =D), abaixo segue minha resposta.

"Há uma grande quantidade de assuntos que me inspiraram no processo de escrita de Territórios. Dentre esses, o assunto que mais atrai minha atenção é o Tempo como uma entidade viva, um elemento que pode ser moldado pelas circunstâncias, assim como qualquer ser vivo. Essa ideia foi determinante na escrita de Territórios e tem como embrião a pintura A persistência da Memória e a citação de Einstein sobre o tempo ser relativo (os quais me fascinam desde a infância) foram grandes incentivadores na minha curiosidade sobre o Tempo."


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Entrevista no blog Garota Sonhadora em Livros

Boa noite leitores,

Fico muito feliz em postar mais uma entrevista agora para a simpatíssima Ana do blog Garota Sonhadora em Livros. As perguntas foram bem legais e adorei respondê-las. Para conferir a entrevista na íntegra, basta clicar aqui. (Não deixem de comentar, façam um(a) blogeiro(a) feliz)



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Entrevista com o autor André de Lima

É eu não disse que essa semana ia ter bastante novidades?? Então galera mais uma :D
E estou realmente feliz por ter uma novidade para vocês - a semana inteira - hahahha'..
Há algum tempo eu entrei em contato com o autor André, parceiro aqui do blog, para fazermos uma entevista. Ok. Eu quero muito que vocês conheçam mais sobre o seu livro que me encantou demais, então se preparem que se tiver qualquer novidade dele acontecendo, estará aqui no blog :D
Chega de enrolação e vamos a entrevista õ/

1- André para começarmos, diz pra gente. Desde quando você escreve? Começou agora, ou já era um sonho desde criança?
Gosto de escrever desde pequeno. No início eram histórias sem fim...provavelmente também não tinham nem começo, nem meio... =P
No entanto, nunca quando criança pensei: "Quero ser escritor quando crescer", apenas gostava de escrever e tive várias fases...a do poema, poesia, crônica, etc...mas quando escrevi o primeiro livro (Territórios: O Cinturão de Fogo) eu realmente não imaginava escrever um livro...simplesmente aconteceu das ideias virem e eu escrevê-las...quando vi, tinha o conteúdo necessário para a série.

2- Como foi ter seu livro publicado? Qual a emoção que você sentiu?
Gosto muito da sensação que tenho ao ler de sentir a história ganhando vida na minha cabeça. A sensação de escrever é a mesma de ler, com mais intensidade e você já sabendo o que vai acontecer no final =P
Lembro que fiquei extremamente feliz quando o primeiro exemplar impresso do meu livro chegou na minha casa e eu pude folheá-lo, mas alegria maior ainda é quando os leitores apreciam o livro escrito por você. É como o MasterCard, "não tem preço" =P.

3- Alf é um adolescente normal, tem amigos, confusões, um ótima relação com a mãe.. Enfim de onde você tirou a ideia de fazer um personagem bom e ao mesmo tempo engraçado?
Na verdade, Alf na sua concepção teria muito de mim. No fim das contas, a única característica que temos em comum é não gostar de assistir aula =D
Ele seria mais do tipo antisocial e imaginei que muitos leitores não iriam muito com a cara dele. No entanto, à medida que a própria história ia avançando, Alf foi ganhando características que o tornaram bem carismático.
A parte do engraçado foi involuntário. Acho que as consequências de algumas de suas ações acabaram levando a isso.

4- O livro Territórios traz alguma experiência sua da adolescencia?
Acho que algumas, mas que também pode ser aplicada a muitos outros adolescentes. Na adolescência o sentido de amizade acaba tomando um patamar bem diferente do que quando criança. Os amigos acabam se tornando mesmo como uma família já que você acaba passando muito mais tempo com os amigos do que com a própria família e quis passar esse sentido de amizade mais adolescente nas páginas do livro. Tanto que pouco foi falado da família de Alf e continuará nesse ritmo até o terceiro livro quando temos algumas viradas na história. 

5- Como surgiu a ideia de escrever Território? De onde você tira as suas inspirações?
A ideia veio de uma maratona de leitura que fiz com livros de fantasia, mas a inspiração vem de qualquer lugar. Basta estar atento a elas quando surgirem. Uma das ideias para uma outra série que estou escrevendo foi justamente tirada de um dia que estava andando de metrô =P

6- A serie Territórios, terá um segundo livro? O que podemos esperar dele?  
Ela terá ao todo seis livros. O segundo se chama A Canção da Terra e Alf terá que enfrentar um novo inimigo e também novas situações inusitadas. Algumas respostas para as perguntas q ficaram do primeiro livro vão ser respondidas, mas outras serão postas, afinal são seis livros =D

7- Bom André muito obrigada pela entrevista e aqui deixo um espaço para você falar o que desejar!
Gostaria de agradecer primeiramente a você, Ana, por ter lido o livro, resenhado e aberto um espaço para que eu pudesse falar sobre ele e ficar mais perto dos leitores. Espero que você alcance muito sucesso e principalmente que seja feliz. Um grande abraço e obrigado.

Nhaá eu simplesmente adoreei fazeer essa entrevista com o André.. André mais uma vez obrigada =D
Gostaram? Pois eu amei.. hahahaha'.. Já estou curiosa para ler o segundo e imaginar o que vai ou não acontecer *__*
Beejo Beejo     

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Entrevista no blog Na Minha Estante

Boa tarde a todos os meus queridos leitores,

Essas semanas têm sido bem corridas e por isso "sumi" tanto do twitter qnto do msn e aqui do blog também. Contudo volto muito feliz com a postagem no blog Na Minha Estante de Henri com uma entrevista que fizemos.

Um grande abraço para Henri e muito sucesso.
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.


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Para quem não conhece, André de Lima é o autor da série ''Territórios''.
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Pernambucano de nascença,  atualmente mora no estado de São Paulo.O escritor, mais conhecido pelos amigos como Ikeda, adora escrever, assistir filmes, elaborar jogos e programá-los, sair pra beber e divagar sobre a vida. Seu primeiro livro, ''O Cinturão de Fogo'', foi lançado de forma independente no início do ano - e também foi a primeiríssima parceria que eu fiz aqui no blog ''Na Minha Estante''.
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No post de hoje, vou compartilhar com vocês uma entrevista super legal que eu fiz com ele no mês passado - e vamos descobrir mais como ele pensa na vida de escritor de fantasia aqui no Brasil e conhecer mais detalhes e novidades sobre a série ''Territórios''.
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1ª) Olá, André. Estou muito feliz por você ter aceitado em participar deste post aqui do blog ''Na Minha Estante''. Escrever um livro não é uma tarefa fácil, e requer muito tempo e energia. Então, de onde veio a inspiração para a série ''Territórios'' e como foi o processo de escrita do Primeiro livro? Quanto tempo levou desde o rascunho até a versão final?
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Olá, Henri. Antes de responder, gostaria de agradecer a oportunidade de participar do seu blog, realizando essa entrevista, e também pedir desculpas pela demora para responder.
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A inspiração para a série Territórios veio de uma maratona que fiz quando estava na casa dos meus pais. Comprei dois livros e os li numa tacada. Minha cabeça, então, virou um turbilhão de ideias e acabei tendo uma insônia braba. Uma das soluções para minhas insônias é escrever. E foi isso que eu fiz.
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Já o ''Cinturão de Fogo'', na verdade, veio justamente do resultado de uma noite de escrita intensa. Como eu escrevi a linha geral da série, precisava no momento detalhar melhor alguns fatos e acrescentar o elemento “estória” dentro dessa linha geral. Daí surgiu não só o ''Cinturão de Fogo'', como ''A Canção da Terra'' e os próximos 4 livros que ainda não posso revelar o nome (Risos).
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Do rascunho para o livro foi um processo bastante rápido. Com menos de uma semana tinha ''O Cinturão de Fogo'' pronto  - pois a maior parte da estória já estava escrita na linha geral da série. Foi só adaptar alguns fatos e personagens. 
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2ª) Publicar um livro aqui no Brasil não é uma tarefa fácil - ainda mais quando se escolhe o rumo da publicação independente (como você fez). O que te levou à seguir este caminho e quais são às vantagens e desvantagens da auto-publicação?
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Confesso que como todo autor, meu sonho era ter meu livro publicado em editoras, participar de feiras de livros, noites de autográfos, etc. Contudo, não sou uma pessoa muito paciente. Então o tempo de resposta das editoras era insuportável para mim. A ansiedade nesses momentos acabaram sendo meu pior inimigo.
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Outra coisa que pesou para eu publicar de maneira independente foi a falta de compromisso, talvez até de ética, de várias editoras. Sei que recebem milhões de manuscritos para avaliar, mas como autor eu gostaria de ter a oportunidade de saber se receberam meu livro, se ele está sendo analisado, se ele foi recusado, coisas desse tipo.
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A maior vantagem de publicar de forma independente é a liberdade de você poder mostrar seu trabalho para o mundo, sem que precise antes que várias pessoas avaliem se comercialmente seu livro é rentável. Outra vantagem é você criar um laço mais estreito com seus leitores, já que muitas vezes você acaba conhecendo a pessoa que está lendo seu livro. Afinal o trabalho não termina depois do livro publicado. A partir daí, temos que assumir a função de vendedor.
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Uma desvantagem é justamente a última vantagem citada. Para você divulgar seu trabalho, é necessário tempo e disposição. Então é difícil conciliar estudos, trabalho, tempo para escrever, tempo para outros projetos e divulgação com dias com só 24 horas. Se pudesse, eu faria o dia durar pelo menos 72 horas. (Risos)
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3º) Para você, é muito difícil ser um jovem escritor de fantasia no Brasil?
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Acho um pouco difícil sim. Ser desconhecido e ainda brasileiro! É quase como assinar o atestado de nunca-ser-reconhecido. Infelizmente no Brasil é assim. A literatura estrangeira é muito mais valorizada que a nacional. Apesar do cenário estar mudando, ainda há um longo caminho a ser percorrido até que a literatura nacional seja encarada com o mesmo respeito que a internacional. Torço para que isso aconteça logo e espero ajudar nessa mudança.
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4º) Agora, falando um pouquinho da história, qual foi a cena de ''Territórios: O Cinturão de Fogo'' que te deu mais prazer em escrever... E qual foi a mais difícl?
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Na verdade, o livro inteiro foi muito prazeroso e difícil de escrever. Como você falou na resenha que postou aqui no blog, todo fato tem relevância na história e ligá-los é um trabalho difícil. Em relação as cenas que explicam um pouco da história do livro, as minhas preferidas são o primeiro capítulo e o final do capítulo dez.
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Já as batalhas são com certeza a cereja do bolo. Elas agitam a atmosfera do livro e narrá-las de um ponto de vista em que o leitor irá se sentir participando da batalha também é bem difícil. Contudo, ao ver que as pessoas realmente estavam se sentindo dentro das batalhas, foi o suficiente para me deixar muito feliz e ver que valeu a pena rachar a cabeça.
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Então, para as cenas mais prazerosas de escrever, eu votaria nas batalhas - como na luta entre Alf e Dustan. Já na que tive mais trabalho de escrever, votaria na cena final do capítulo dez, quando o professor Heródoto conversa com Emma e Alf.
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5°) Com relação aos personagens, entre mocinhos e vilões, existe algum preferido? E, se não, qual foi o que surgiu mais fácilmente durante o processo de escrita?
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É difícil escolher um personagem preferido. Amo eles como imagino que os pais amem os filhos, já que simbolicamente somos criações deles (Risos).
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Contudo, o personagem que surgiu mais facilmente durante o processo de escrita foi Emma. Pessoas próximas chegaram a perguntar se me inspirei na minha namorada para traçar as características dela. Bom, conscientemente posso afirmar que não, mas como a escrita também vem do insconsciente, acho que por isso ela surgiu tão facilmente. (Risos)
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6º) Quando lemos/escrevemos um livro, vemos a história se desenrolar em nossa mente como um filme. Se ''Territórios: O Cinturão de Fogo'' tivesse os seus direitos de adaptação comprados, qual atores você gostaria que protagonizassem a aventura e qual diretor comandaria a produção?
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Essa é uma pergunta difícil já que sou péssimo com nomes de atores e atrizes principalmente eles sendo adolescentes. Sinceramente não conheço nenhum ator/atriz que eu veja e me lembre algum personagem. Mas para diretor eu ficaria em dúvida entre Steven Spielberg e Peter Jackson.
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7º) Nos últimos dias, temos visto algumas novidades sobre ''Territórios: A Canção da Terra'', o segundo volume da série. Será que poderia nos adiantar um pouquinho como será a nova história e qual será o clima presente no livro?
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No segundo livro, Alf terá a difícil missão de derrotar o segundo General do Marquês Tiranus. Dessa vez, Alf terá também a ajuda de seus amigos do “presente” como Juliana, Paula, Tom, Bia e Thaís.
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O ritmo do segundo livro irá seguir o do primeiro, contudo a parte da história irá ganhar um destaque maior o que tornará o clima do livro um pouco mais tenso e misterioso do que o primeiro (como pode ser visto pela capa). Diria até que mais adulto do que o primeiro.
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É isso. Não posso falar demais senão acabo contando tudo. (Risos)
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8°) Bom, a entrevista está chegando ao fim. Então, para finalizar, qual seria o seu conselho para todos aqueles que sonham em - um dia - escrever o seu próprio livro e publicá-lo?
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Queria dizer que escrever e publicar um livro é trabalhoso, às vezes tedioso e precisa de muita paciência. Contudo, todas as dificuldades são pequenas quando vemos pessoas se interessando pelo que escrevemos com tanto carinho e afinco. Por isso, se sonham em escrever e publicar um livro, não deixem de ir atrás desse sonho.
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Um grande abraço para todos os leitores do blog “Na Minha Estante” e amantes da literatura nacional.
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Gostaria de aproveitar a resenha também para fazer um pedido. A literatura nacional precisa da ajuda dos leitores. Então se qualquer livro lhe interessou, chamou sua atenção, superou suas expectativas, não deixem de divulgar e ajudar os autores nacionais nessa caminhada. Afinal, os autores pouco são sem leitores.
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Pode deixar, André... Tenho certeza que, não só eu, mas como todos os visitantes do ''Na Minha Estante'' vamos apoiar ainda mais nesta campanha pela divulgação da Literatura Jovem Nacional!
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Link para a Resenha de ''Cinturão de Fogo''.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Entrevista no blog Entre Fatos & Livros

Boa noite queridos leitores,

Esses dias fui entrevistado pelas garotas do blog Entre Fatos & Livros. Gostei muito das perguntas e mais ainda de respondê-las. Aproveitando para avisar da promoção que eu junto com as garotas do Entre Fatos & Livros estamos fazendo. Não percam essa chance. Para mais informações, clique aqui. Um grande beijo para Bia e Pri.
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.


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Quem é fã de leitura fantástica, com certeza já ouviu falar do livro O Cinturão de Fogo, do autor André Lima.



Pernambucano de nascença, mas que atualmente mora no estado de São Paulo, André de Lima, mais conhecido pelos amigos como Ikeda, adora escrever, assistir filmes, elaborar jogos e programá-los, sair pra beber e divagar sobre a vida.




"Eu tenho vários sonhos como: fundar minha empresa de jogos, ter minha própria editora, ver meus livros nas estantes das livrarias e principalmente nas mãos das pessoas, viajar e conhecer um pouco do mundo."



Como, quando e por que você começou a escrever? Você teve algum incentivo?

Não lembro muito bem quando eu comecei a escrever, mas foi desde cedo. Lembro de um pequeno caderno que eu tinha bem semelhante a um bloco de notas, e nele eu escrevia diferentes estórias. No entanto, todas sem final. O termo “criar” me fascina até hoje. Por isso sempre apreciei escrever, desenhar (mesmo sem talento algum), desenvolver pequenos jogos, etc.

Um dos maiores incentivos que tive para escrever foi na época da escola quando amigas minhas diziam: “Nooosssaaa Ikeedaaaa...que poesia liiiiiinda!” hehehehehehhe
Já vocação não sei quando nasceu. Na verdade, no meu caso pelo menos, escrever é mais um ato de trabalho e persistência do que propriamente vocação. Como não conheço muitos escritores para ter um parâmetro, creio que meus momentos de lampejos são raros e de curta duração. Às vezes imagino como Tolkien e Rowling conseguiram criar aqueles mundos paralelos maravilhosos. Eu gostaria de fazer o mesmo. =P

Há hora e local ideais que favorecem a escrita? Qual o seu lugar predileto para escrever?

Meu horário predileto de escrever é de madrugada porque posso colocar minha música baixinha e mesmo assim conseguir ouvi-la. De dia é bem difícil de escrever por causa do barulho que faz aqui em casa: prédio do lado em construção, vizinhos barulhentos, carros buzinando, gente gritando na rua...

Já local não importa muito, embora eu gostaria de um dia escrever numa praia deserta de madrugada. Já imaginou que delícia escrever ouvindo o barulho das ondas quebrando? Ou então no campo com o cheiro de grama molhada.

O que me estimulou a escrever Territórios primeiramente foi a minha vontade de escrever um livro. Outro fator que também contribuiu bastante é a vontade de transportar outras pessoas para o mundo que aos poucos se desenvolve nas folhas, seja impressa ou digital.

"Tenho medo de ir na rua 25 de Março. Já perdi muitos chinelos nas chuvas em São Carlos"

Você geralmente escreve com regularidade ou é estimulado por algum desejo?

Eu tento escrever com regularidade, mas como tenho muitos planos para colocar em prática, acabo dividindo meu tempo entre escrever, projetar jogos, programar sistemas e ficar de barriga pro ar.

Como nasceu a série Territórios? Você teve algum autor como inspiração ou influência?

A série Territórios nasceu de uma overdose de leitura que fiz quando viajei pra casa dos meus pais. Pouco antes de voltar para São Paulo, comprei dois livros para ler durante a viagem de volta, não lembro se foi Percy Jackson ou O Caça Feitiço e o outro foi Dragões de Éter: Corações de Neve. Antes mesmo da viagem de volta já tinha terminado de ler os dois numa maratona de dois dias lendo sem parar nem para dormir direito.

Ao terminar os dois livros, não consegui dormir porque a cabeça estava fervilhando de ideias. Então fiz o que sempre fazia quando tinha insônia: sentei para escrever.

Para minha surpresa, quando minha cabeça já estava mais tranquila, eu já tinha mais de 80 páginas (se não me engano) de estória crua, contando apenas a linha da estória com algumas informações pouco mais detalhadas de alguns personagens e espíritos. Como já era quase manhã e não ia conseguir dormir, resolvi reler tudo o que tinha escrito. Quando terminei de ler, pensei: “Dá pra escrever um livro com isso”.

Então resolvi começar a destrinchar melhor a história e por fim acabei escrevendo uma série com seis livros.

Gostei muito da maneira como Rick Riordan escreveu Percy Jackson, Tolkien escreveu Senhor dos Anéis, Raphael Draccon escreveu Dragões de Éter. Todos eles servem como inspiração.

"Não consigo entender vegetarianos que gostam de churrasco de alface e agrião"

Qual o personagem que você mais se identifica em seu livro, e por quê?

O personagem que mais me identifico é Alf. Ele não é inteligente e nem o mais forte, mas é amigo e faz o que precisa ser feito mesmo que tenha medo ou que tudo aponte para o fracasso.

O segundo livro já está em andamento? Tem alguma novidade que você pode nos falar? Queremos um pouquinho de spoiler!! =)

O segundo livro está sendo retocado e com uma pré-capa que minha amiga (a mesma que desenhou a primeira capa) fez. Contudo, gostaria de tentar publicá-lo através de alguma editora. Por isso estou segurando um pouco o lançamento dele. Caso não apareça editora interessada, então publicarei de forma independente mais uma vez.

O segundo livro se chama A Canção da Terra e nele alguns poucos mistérios que ficaram sem resposta explícita no primeiro livro serão expostos de maneira mais direta. Tentei manter o ritmo frenético de algumas batalhas semelhante as do primeiro livro, mas confesso que são esses trechos que estou retocando. Fora isso, muitos outros mistérios serão colocados e não respondidos. =P

"Minha cerveja preferida é Heineken. Sou viciado em café (já fui pego algumas vezes pela vizinha enquanto cheirava o pote de café)."

Que tipos de livro você gosta de ler e o que você está lendo agora? Você tem algum autor preferido?

Gosto muito de livros de aventura. Principalmente aqueles que são uma série. Terminei de ler recentemente O Cerco de Rowan da série Tapeçaria. Confesso que me decepcionei bastante assim como no primeiro livro. Não que o livro seja completamente ruim. Não é isso. O autor consegue criar uma aura de mistério muito legal e as perseguições são emocionantes. Contudo, os desfechos dados para muitos perigos que precisavam ser mais explorados são dados de maneira superficial do tipo alguém ficou sabendo e foi lá pra capturar a pessoa. Fim. Então foi um pouco frustrante.

Meu autor preferido é Bernard Cornwell. Já brasileiro, gosto muito de Raphael Draccon e mais atualmente apreciei bastante o livro O Mundo de Vidro , de Maurício Gomyde.

Qual foi o livro que mais te influenciou em sua vida?


Senhor dos Anéis. Por mais difícil e cansativa que seja a leitura, a trilogia te transporta para a terra média e você sente o pavor de enfrentar Sauron e suas tropas com as descrições minunciosamente detalhadas de Tolkien. Com uma pitada de imaginação você consegue enxergar perfeitamente os Orcs, Nazgul, Elfos e todos os outros seres que povoam o mundo fantástico de Senhor dos Anéis.

"Não gosto de fazer a barba, mas confesso que barbudo fico pior do que o normal. Adoro ter aula pra poder matar algumas."

Qual o seu conselho para aspirantes a escritores? 

Seja resistente e paciente. Pelo que comecei a descobrir, o mundo literário é bastante fechado. Abrir portas com ajuda de editoras é quase impossível para escritores iniciantes por mais que hoje existam programas de editoras para incentivar novos autores. Se você realmente sonha em fazer parte do mercado literário brasileiro e não tem paciência de esperar quase um ano pela resposta de alguma editora (caso receba resposta, mesmo que negativa), então finja ser uma editora, corrija e diagrame seu texto, registre-o, desenhe uma capa chamativa e publique seu livro em editoras online.

"Acredito em espíritos e morria de medo de encontrar algum como em O Sexto Sentido."

Gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores?

Vocês estão diante de um dos melhores blogs literários brasileiros, então aproveitem para participar, comentar, discutir. Os escritores brasileiros precisam dos leitores brasileiros. Um grande abraço e um beijo enorme para as meninas que me permitiram ter essa oportunidade maravilhosa de apresentar meu trabalho e também desculpa pelas respostas imensas. =P

Rapidinhas

~> Um elemento: Fogo
~> Uma música: Chopsuey! (System of a Down)
~> Um sonho: Ver as pessoas pensando nos outros tanto quanto em si mesmas
~> Um doce: Tortas, bolos, brigadeiro, beijinho de uva, etc...adoro qualquer doce
~> Um fato: “A felicidade não está no fim do percurso, mas no percurso em si”.
~> Um livro: Ilíada e Odisséia (eu sei q são dois, mas é que se completam)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Entrevista no A Viajante dos Livros

Boa noite leitores,

Já faz um bom tempo que não posto nada, não?
Pois bem, hoje vou postar uma entrevista que Babi do blog A Viajante dos Livros me enviou e que ela postou no blog dela.

Para conferir a entrevista na íntegra, basta acessar o post da entrevista aqui.

E também gostaria de agradecer aos novos seguidores e que logo a promoção "Meu aniversário, seu presente" terá fim e o sorteio será realizado.

Abraços para todos.


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Entrevista André de Lima

Hoje a entrevista é especial, com o autor parceiro André de Lima. Seu livro, Territórios - O Cinturão de Fogo, para mim, foi maravilhoso, assim como a entrevista. Espero que leiam e aprendam um pouco com a experiência do escritor:


1 - Por que decidiu virar escritor? O que te motivou?
A decisão de virar escritor partiu do momento que escrevi a linha da história da saga Territórios. Antes, não tinha pretensões de me tornar um escritor, apenas sempre gostei de escrever e isso ainda servia como um catalizador. Já que sempre sofri de insônia por não conseguir parar de imaginar e criar mundos e personagens na minha cabeça. Então quando eu parei e percebi que tinha escrito uma linha de história com começo, meio e fim, resolvi investir nela e aí escrevi meu primeiro livro (O Cinturão de Fogo)


2 - Qual seu maior sonho?
Meu maior sonho é ver as pessoas lendo meus livros e também ter minha própria empresa de jogos eletrônicos.

3 - Qual vai ser o principal foco do segundo livro de Territórios?
No segundo livro, Alf vai passar a entender um pouco melhor o que está acontecendo não só com ele, mas com o mundo como um todo de uma forma mais explícita, o que no primeiro livro aconteceu de uma maneira sutil e percebi que poucas pessoas que leram notaram, mas há um capítulo do livro extremamente importante tanto pra história como um todo, como também para o desenrolar da aventura de Alf no primeiro livro. Personagens que antes eram meros coadjuvantes também vão ganhar um destaque maior ajudando Alf na sua nova aventura.

4 - Tem alguma dica para pessoas que pensam em escrever?
A minha dica para quem quer escrever é a mesma de todos os outros escritores. Se você acredita no seu desejo, então siga. Ninguém pode seguir os sonhos de ninguém. Graças as "editoras" online, hoje os escritores já não ficam mais tão dependentes das editoras convencionais, então se você tem uma boa ideia e gosta de escrever, escreva. Maneiras de publicar não vão faltar. Um grande abraço para os leitores do blog A Viajante dos Livros. Um grande abraço pra você também, Babi. E quando o segundo livro sair, um exemplar está assegurado para você =P

Territórios
Obrigada André por ceder a entrevista e um grande abraço para você também!

Beijinhos, Babi